Autor: M

A prestigiada marca relojoeira Longines distingue um verdadeiro embaixador de Portugal no mundo, com o lançamento da Edição Especial “Longines N.R.P. Sagres”. Por ocasião do 80º aniversário deste histórico navio, a marca suíça presta tributo a um ex-libris da Marinha Portuguesa com uma edição especial, limitada a 80 peças, concebida em exclusivo para o mercado português.

A história do atual N.R.P. Sagres remonta a 1937, quando foi construído nos estaleiros Blohm & Voss, em Hamburgo, na Alemanha, tendo recebido o nome de Albert Leo Schlageter. No final da II Guerra Mundial, na partilha dos despojos pelos vencedores, o Albert Leo Schlageter foi entregue aos Estados Unidos e ao fim de três anos foi cedido à Marinha do Brasil, passando a ostentar o nome de Guanabara. Nome que permaneceu até 1962, ano em que foi adquirido por Portugal, para substituir o antigo Sagres. Nestes 55 anos ao serviço da Marinha Portuguesa este navio, com 90 metros de comprimento, percorreu mais de 600.000 milhas e realizou mais de 100.000 horas de navegação, tendo visitado 61 países e atracado em 171 portos estrangeiros.

Uma embaixada itinerante de Portugal, a principal missão do Navio-Escola Sagres é possibilitar o contacto com a vida no mar aos cadetes da Escola-Naval, os futuros oficiais da Marinha, através de viagens de instrução a bordo do navio. Em simultâneo, tem a missão de representar a Marinha e o país em todo o mundo, apoiando algumas deslocações do Chefe de Estado e membros do Governo, por ocasião de cimeiras e de grandes eventos internacionais.

Foi hoje editado o álbum de estreia de Ana Bacalhau. “Nome Próprio” já se encontra disponível nas lojas e em todas as plataformas digitais.

Este é o muito aguardado álbum de Ana Bacalhau, após dez anos a dar voz às canções da Deolinda. Aqui reúne alguns dos melhores compositores nacionais da atualidade, casos de Samuel Úria, Jorge Cruz, Nuno Prata, Afonso Cruz, Nuno Figueiredo, Capicua, Márcia, Carlos Guerreiro e Francisca Cortesão e, na versão do disco em exclusivo na Fnac, de António Zambujo e João Monge. “Nome Próprio” tem ainda dois temas da própria Ana Bacalhau, ambos com música de Janeiro.

Voltar â terra, blog da actriz Anabela Teixeira, foi publicado em livro e contou com Ana Galvão e Pedro Norton de Matos para a apresentação que decorreu na livraria Bertrand. Num ambiente de tertúlia, entre familiares, amigos e convidados, a apresentação contou com uma pequena performance da actriz Anabela Teixeira que representou um pequeno trecho da peça com o mesmo titulo: Voltar à Terra.

No Rive-Rouge, os Storytailors revelam a sua nova coleção, intitulada “Palindrome”. O bar do Mercado da Ribeira serve de cenário à performance de moda da dupla João Branco e Luís Sanchez.

A mais recente coleção dos Storytailors distingue-se pelo “contraste de cortes geométricos e formas soltas, sem género, com a sexualidade inerente em apontamentos de estrutura e acabamentos de espartilhos sugeridos por pespontos, ilhoses e fitas”. As peças são versáteis ao ponto de permitirem a transformação das silhuetas e os materiais (naturais e tecnológicos) revelam uma preocupação com o conforto, tendo sido privilegiados o cupro, a popelina, o voile de algodão, a ganga, o cetim, o georgette e o tule. Há também apontamentos de texturas que sugerem, ainda que remotamente, penas. As cores principais são o vermelho, o branco e o preto, enquanto os cinzas e os azuis em gangas surgem num plano secundário.

Peças que ao olharmos nos transmitem silêncio, onde o principal investimento parece ser o pensamento.

Ombros exagerados, com recurso a ombreiras, levando-nos para os anos 80 revisitados.

©MODALISBOA / PHOTOGRAPHY: UGO CAMERA

Peças depuradas, onde os detalhes parecem ser pequenos ruídos no meio do silêncio. Formas direitas e / ou fluidas com barras e linhas que parecem representar palavras de ordem e gritos ouvidos aqui e além.

Linhas de cor que representam as ondas hertzianas e a batida cardíaca que se torna linear quando o coração se “cala”.

Com o aquecimento global e a contínua desconstrução das regras da arte de bem vestir, evoluímos na dualidade reminiscente do formalismo clássico com a desconstrução da rigidez da estrutura das peças e das matérias primas.

©MODALISBOA / PHOTOGRAPHY: UGO CAMERA

A omnipresença do casaco, mais ligeiro, numa hábil simplificação da construção interior e jogos entre o opaco e o translúcido, o curto e comprido e as sub camadas remetem-nos para aguadas de azulejos que poeticamente se desmultiplicam em ritmadas tonalidades de azuis, que vão desde o nosso profundo atlântico à exuberância dos cobaltos e à luminosidade das inúmeras camadas que se misturam, numa dança de azuis “aguados”, em contraste com o branco, segundo a segundo, no luzente céu de Lisboa.

O azulejo assume-se como ponto de partida do conceito de “refresco”, tonal e gráfico, e alia-se às técnicas, motivos e tradições do Minho em busca de uma nova e surpreendente linguagem que conquiste o Mundo.

Matérias primas de estruturas abertas como malha Inglesa, bordados, efeitos de favos de mel ou ainda as “dobragens” que vão desde as simples nervuras às pregas ou a interpelações ligeiras dos detalhes de Norfolk jacket à la Portugaise.