Categoria: Moda

No Rive-Rouge, os Storytailors revelam a sua nova coleção, intitulada “Palindrome”. O bar do Mercado da Ribeira serve de cenário à performance de moda da dupla João Branco e Luís Sanchez.

A mais recente coleção dos Storytailors distingue-se pelo “contraste de cortes geométricos e formas soltas, sem género, com a sexualidade inerente em apontamentos de estrutura e acabamentos de espartilhos sugeridos por pespontos, ilhoses e fitas”. As peças são versáteis ao ponto de permitirem a transformação das silhuetas e os materiais (naturais e tecnológicos) revelam uma preocupação com o conforto, tendo sido privilegiados o cupro, a popelina, o voile de algodão, a ganga, o cetim, o georgette e o tule. Há também apontamentos de texturas que sugerem, ainda que remotamente, penas. As cores principais são o vermelho, o branco e o preto, enquanto os cinzas e os azuis em gangas surgem num plano secundário.

Peças que ao olharmos nos transmitem silêncio, onde o principal investimento parece ser o pensamento.

Ombros exagerados, com recurso a ombreiras, levando-nos para os anos 80 revisitados.

©MODALISBOA / PHOTOGRAPHY: UGO CAMERA

Peças depuradas, onde os detalhes parecem ser pequenos ruídos no meio do silêncio. Formas direitas e / ou fluidas com barras e linhas que parecem representar palavras de ordem e gritos ouvidos aqui e além.

Linhas de cor que representam as ondas hertzianas e a batida cardíaca que se torna linear quando o coração se “cala”.

Com o aquecimento global e a contínua desconstrução das regras da arte de bem vestir, evoluímos na dualidade reminiscente do formalismo clássico com a desconstrução da rigidez da estrutura das peças e das matérias primas.

©MODALISBOA / PHOTOGRAPHY: UGO CAMERA

A omnipresença do casaco, mais ligeiro, numa hábil simplificação da construção interior e jogos entre o opaco e o translúcido, o curto e comprido e as sub camadas remetem-nos para aguadas de azulejos que poeticamente se desmultiplicam em ritmadas tonalidades de azuis, que vão desde o nosso profundo atlântico à exuberância dos cobaltos e à luminosidade das inúmeras camadas que se misturam, numa dança de azuis “aguados”, em contraste com o branco, segundo a segundo, no luzente céu de Lisboa.

O azulejo assume-se como ponto de partida do conceito de “refresco”, tonal e gráfico, e alia-se às técnicas, motivos e tradições do Minho em busca de uma nova e surpreendente linguagem que conquiste o Mundo.

Matérias primas de estruturas abertas como malha Inglesa, bordados, efeitos de favos de mel ou ainda as “dobragens” que vão desde as simples nervuras às pregas ou a interpelações ligeiras dos detalhes de Norfolk jacket à la Portugaise.

Inspirada pelo imaginário estético dos Pássaros, Fátima Lopes criou a sua 38ª colecção Parisiense de prêt-a-porter.

Fotos: Luca Zanoni Imaxtree

Seduzida pela harmonia das subtis associações de cores fantasistas, inesperadas e sempre elegantes, a Criadora trabalhou as silhuetas fluídas e coloridas que conjugam a ligeireza e a nobreza dos materiais a uma arquitectura determinada a fazer lembrar detalhes de pássaros.

As cores misturam-se e entrelaçam-se num jogo de nuances frutados: framboesa, toranja, verde esmeralda, jade, turquesas, vermelhos, pontuados pela pureza do nude, branco e preto.

Entre Praia, Cocktail e Gala, as sedas e as rendas impõem-se e ousam as transparências. Fatos de banho gráficos apresentam-se no interior de vestidos vaporosos de mousseline, com a audácia de uma atitude sporty e singularmente moderna.

Vestidos longos glamour, jumpsuits contemporâneos, vestidos sensuais e calçado elegante, destacam-se na colecção Primavera/verão 2018 feminina e original que evoca os pássaros do paraíso furiosamente livres e extraordinários.