“Eu queria algo clean e não óbvio ou esperado de mim”, diz Dr. Woo.

Dr. Woo está a falar da sua colaboração com a Converse, que irá ser lançada exclusivamente na Maxfield em Los Angeles. Mas, a afirmação pode ser aplicada em todas as facetas da vida dos naturais de Los Angeles. Atraído pelo mundo das tatuagens desde a sua juventude, numa atitude de rebeldia para com os seus pais, Dr. Woo tornou-se uma referência entre a elite tatuadora de Hollywood – transformando estéticas etéreas e composições distintas em obras cobiçadas.

Os talentos criativos do Dr. Woo não se podem fechar numa só categoria, pois seria uma perda para quem os experiencia. Recentemente, o artista revelou que queria explorar outros campos criativos, como a manipulação de objetos quotidianos de modo a convidar os consumidores para o seu meticuloso e belo mundo. A primeira demonstração desta energia criativa surge através da icónica sapatilha Chuck 70’s. Uma ode ao ano de 1970, altura em que as Chuck Taylor eram as sapatilhas de basquetebol. As Chuck 70’s são a silhueta de eleição de Dr. Woo durante a sua vida.

Descrevendo-as como “sempre relevantes para mim”, o artista costumava “desenhar em todas as Chuck e rasga-las. Tentei guardar os pares antigos, mas eles pareciam desaparecer como a minha juventude…”

Hoje, conta histórias numa forma que podem ser interpretadas por quem as usa, criando uma narrativa, que pode ser descrita através de todos os pequenos rasgões, manchas e paletas naturais. A história da aranha e da mosca transforma o tecido das Chuck 70’s – oferecendo-lhes uma estética minimalista porém detalhada, que permite a exploração de ideias literais e conceptuais. Através de um olhar mais atento aos detalhes dos bordados e do logo Woo, ultrapassamos a literalidade da história em que a aranha come a mosca, para uma metáfora da comunicação entre os seres nos dias de hoje.

A junção de uma estética clean com pormenores exuberantes, garante uma grande versatilidade aos Converse x Dr. Woo. As sapatilhas que estarão disponíveis em preto e branco, podem ser calçadas com uns jeans vintage, ou num look “gothic chic” quando usadas com umas skinny jeans pretas. A ideia, diz Dr. Woo, é usá-las “até estarem destruídas”. Ganham um significado pessoal conforme o tempo vai passando e o bordado da aranha ficar áspero, rasgado e gasto, e aí, transforma-se numa história entre a pessoa e a sapatilha.