Photos: Susana Neves.

Quatro homens aguardam impacientes a decisão de La Donna, essa criatura volúvel, cheia de caprichos. Depois de confessarem o seu amor desmedido pela Condessa, quem será que esta vai escolher? O destemido Cavalheiro ou o intelectual D. Coriolano? O desleixado D. Cicínio, ou o possessivo D. Sallustio? No meio de tanta indecisão, surge um amor puro e improvável entre os seus serviçais, dispostos a fazerem de tudo para ficarem juntos. La Donna de Genio Volubile inscreve-se no género da ópera buffa e conta com encenação de António Durães, direção artística de António Salgado e direção musical de José Eduardo Gomes. Este “drama jocoso” em dois atos foi composto por Marcos Portugal, contemporâneo de Mozart e Beethoven e um dos nomes da música portuguesa com a obra mais internacionalizada.

La Donna di Genio Volubile subiu pela primeira vez ao palco em 1796, em Veneza. Depois de uma breve interrupção, face à fria receção por parte do público, Marcos Portugal reescreve o segundo ato e a ópera regressa à cena, sendo considerada um verdadeiro êxito. Na verdade, e como conta David Cranmer, doutorado em ópera portuguesa, “de todas as suas óperas, foi La Donna di Genio Volubile que maior alcance teve, com cerca de 80 produções em Itália e no resto da Europa, ao longo de mais de 20 anos”. O espetáculo resulta de uma coprodução Ópera Estúdio da ESMAE/ Pós-graduação em Ópera e Estudos Músico-Teatrais da ESMAE e TNSJ. Pode ser visto na sexta-feira, às 21h00, e no sábado, às 19h00. A peça – para maiores de 6 anos – é em língua italiana e conta com legendas em português.